Alexandra Pimenta - Directora do Instituto Nacional para a Reabilitação

Para acabar com “preconceitos e inverter o ciclo de desigualdade” é fundamental que as pessoas portadoras de deficiência conheçam os seus direitos, defende a directora do Instituto Nacional para a Reabilitação. Alexandra Pimenta participou em Beja num workshop destinado a debater a pobreza e a deficiência, promovido pelo núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, pela Cercibeja e por 13 câmaras municipais do distrito de Beja.

ISTO É BRINCADEIRA DE CERTEZA. COMO É POSSÍVEL A SENHORA ALEXANDRA PIMENTA VIR AFIRMAR QUE NÃO TEMOS A NOÇÃO QUE SOMOS DISCRIMINADOS? ISTO É UMA OFENSA. TEMOS A NOÇÃO, A CERTEZA, AS PROVAS E TUDO O MAIS QUE A SENHORA DESEJAR. E SE ELA NÃO SABE PORQUÊ, EU RESPONDO-LHE: PORQUE SENTIMOS A DISCRIMINAÇÃO NA PELE TODOS OS DIAS.

A baixa percepção da discriminação das próprias pessoas portadoras de deficiência em Portugal mostra que "existe um imenso trabalho pela frente" para "acabar com os preconceitos e inverter o ciclo de desigualdade". De acordo com Alexandra Pimenta, directora do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), "mais que criar prestações sociais, respostas sociais, é fundamental que se trabalhe em conjunto na percepção da discriminação, porque enquanto as pessoas não tiverem conhecimento dos seus direitos e não estiverem capacitadas para o seu exercício a pressão que podem fazer nas famílias, nas comunidades locais, nas escolas, nas repartições dos serviços públicos, nas instâncias europeias ou internacionais acaba sempre por ser extremamente frágil.

PEDE PARA FAZERMOS PRESSÃO EM TUDO, MENOS NO SEU GABINETE QUE É QUEM NOS DEVERIA APOIAR E DEFENDER. ELA SABE QUE NÃO VALE A PENA. NO INR NINGUÉM FAZ NADA.
SÓ PARA AVIVAR A MEMÓRIA Á SENHORA DIRECTORA, DIGO-LHE QUE JÁ LHE DENUNCIEI VÁRIOS CASOS DE DISCRIMINAÇÃO. COM PROVAS. E ELA SIMPLESMENTE ME RESPONDEU COM UM DESCABIDO E-MAIL. DISCORDEI E PEÇO-LHE MAIS RESPOSTAS CONCRETAS. ATÉ HOJE RESPOSTA NENHUMA.


As famílias também devem interiorizar que os seus filhos, os seus familiares com deficiência, têm direitos, pelo que têm que insistir, por exemplo, junto da comunidade escolar para que os mesmos sejam respeitados".

POIS. OS OUTROS QUE FAÇAM O TRABALHO QUE INR DEVERIA FAZER.

O baixo nível de percepção da discriminação é um dos dados revelados por um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Reabilitação Profissional de Gaia e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Iscte), com o apoio do IRP, que apesar de ter trabalhado "com uma amostragem qualitativa e não quantitativa - 1.235 pessoas", permite, de acordo com Alexandra Pimenta, e face à escassez de dados na área, "caracterizar de alguma forma a situação das pessoas portadoras de deficiência".

A responsável apontou ainda como bastante interessantes os dados relativos ao nível de ensino, dados esses que permitem "perceber o fenómeno da pobreza das pessoas com deficiência e também as áreas que são fundamentais para inverter este ciclo de pobreza e desigualdade". Segundo o estudo, "a taxa de população portadora de deficiência que não sabe ler nem escrever é extremamente alta comparativamente à população em geral; a taxa de população portadora de deficiência que atinge o ensino básico é extremamente baixa relativamente à população em geral; sendo que a partir do momento em que o ensino começa a ser mais qualificado, a taxa de participação é ainda mais baixa".

Nas palavras de Alexandra Pimenta, "isto dá ideia de imediato que são pessoas que à partida partem em desigualdade de condições no que se refere à qualificação e hoje em dia a qualificação é fundamental para a participação, para o conhecimento dos direitos e o exercício dos mesmos, mas também para se conseguir exercer uma actividade que seja remunerada e portanto uma das causas da pobreza, e que atesta uma enorme desigualdade de oportunidades, é o nível de ensino das pessoas com deficiência".
Grandes investimentos são oportunidades para desfavorecidos.

Em termos profissionais, "os grupos que exigem maior qualificação são aqueles que têm uma representação mais baixa de pessoas portadoras de deficiência", sendo que grande percentagem acaba por se situar nos grupos "trabalhadores não qualificados, operários e artífices e também em pessoal de serviços e vendedores".

COMO? NÃO DEVO TER ENTENDIDO BEM. COMO FAZER FORMAÇÃO SE CENTRO DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL SUBSIDIADO PELO ESTADO (ALCOITÃO)NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR AUXILIARES PARA NOS APOIAREM? MAIORIA DOS OUTROS CENTROS NÃO TÊM ACESSIBILIDADES, E IEFP NÃO NOS PAGA TRANSPORTE ADAPTADO PARA FREQUENTARMOS CURSOS.
OU SEJA, NÃO HÁ TRANSPORTE PÚBLICO ADAPTADO E QUEM TAMBÉM NÃO O TEM PRÓPRIO, NÃO FAZ NADA! IEFP PAGA DESLOCAÇÃO EM TRANSPORTE PÚBLICO E SUBSIDIA TRANSPORTE PRÓPRIO, AOS DITOS NORMAIS. A NÓS NÃO.


Alexandra Pimenta chamou ainda a atenção para a questão da acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência, que é encarada "como um encargo, um favor que se está a fazer", quando na realidade "é uma obrigação da sociedade". Por outro lado, existe também a ideia "de que a acessibilidade representa uma grande despesa", referiu a directora do INR, quando "na verdade tem de ser vista como um investimento": "Se se investir na acessibilidade aumentam-se as oportunidades de participação das pessoas com deficiência que deixam de ser tão dependentes do nosso sistema social ou das próprias famílias e criam-se cidadão activos".

POIS...FALAR É FÁCIL. DEI-LHE CONHECIMENTO DE CASOS GRITANTES SOBRE ESSE TEMA E DELA NEM UMA RESPOSTA. AQUI FALA.
DIZ QUE NÃO ESTAMOS INFORMADOS. EU ESTOU E DE QUE VALE?

QUE TEMOS QUE SABER QUE SOMOS DISCRIMINADOS E ACTUAR. EU SEI E SINTO A DISCRIMINAÇÃO, ACTUO, INCLUSIVE PEDINDO-LHE AJUDA E SENHORA NEM UMA RESPOSTA ME DÁ.

AQUI ESTÁ UM EXEMPLO.

ISTO QUE LI DEVE SER BRINCADEIRA OU DEMAGOGIA. OU ENTÃO ESTÁ A PASSAR UM ATESTADO DE BURRICE A QUEM ESTÁ CIENTE QUE É DISCRIMINADO E QUE SE FARTA EM VÃO DE RECLAMAR.

CADA VEZ FICO MAIS TRISTE COM AS PESSOAS QUE ESTÃO Á FRENTE DE ENTIDADES SOBRE A REABILITAÇÃO. SRA IDÁLIA MONIZ E SEU GABINETE NUNCA NADA FIZEREM, INR IDEM.
(Desculpem a linguagem. Mas não aguento mais...)


Fonte e mais disparates da Senhora Directora do INR: Diário do Alentejo

Comentários

  1. Amigo Eduardo,

    Não desanime. Nunca deixe de lutar pela justiça social. O INR, I. P., existe para nos servir, para servir todos os cidadãos. É isso que o INR, I. P.tem de fazer, passar das palavras - por vezes pouco ou nada felizes - aos actos, à realidade, ao trabalho!

    ResponderEliminar
  2. Impossível não desanimar e até muitas vezes não duvidar se vale a pena tudo o que passo.
    É que sermos ignorados e abandonados por certos gabinetes, é uma coisa, pelo INR e outros com responsabilidades acrescidas é outra. Dói muito. Nós já estamos cheios de dúvidas e fragilidades, vendo que também não podemos conter com eles, é quase a certeza que então ninguém nos vai valer/ouvir/apoiar/defender...

    Fique bem e obrigado pelo apoio e comentário Sofia.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário